Educação não formal: o potencial para educação ambiental de parques e museus.

Estamos em agosto, e quem não foi durante as férias em um parque, aquário, museu, jardim botânico ou zoológico com alguma criança (ou sem, podem confessar…rsrsrs). A verdade é que em tempos de urbanização, ir a um local como estes pode nos trazer uma pausa na correria e nos reconectar com a natureza.

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Passeio no Orquidário Municipal de Santos (foto por Diley Gomes,2017)

Muitos já concordam que parques e museus tem um potencial grande para atrair a curiosidade dos visitantes, que buscam lazer e alguma atividade diferente de ficar conectado na rede virtual ou andando por centros comerciais. Mas parques e museus tem também um grande potencial para a educação não formal, aquela que produz aprendizado de conteúdos da escolarização formal, porém em espaços não formais, de forma lúdica. Para Vieira et al (2005) estes ambientes podem ser úteis na educação de conteúdos suprindo carências que a escola venha a ter de laboratórios e recursos audiovisuais, que segundo os autores são importantes para estimular e fixar o aprendizado.

Nos estudos de Soga e Gaston (2016) seus resultados demonstraram que as crianças desta geração gastam menos tempo em experiências que envolvam a natureza ao ar livre se comparadas com crianças das gerações anteriores. Segundo os pesquisadores esta queda na experiência diária com a natureza não apenas pode diminuir os benefícios relacionados à saúde e ao bem-estar humano, mas também estaria ligado a desencorajar emoções, atitudes e comportamentos positivos em relação ao meio ambiente, o que poderia levar a um ciclo de descontentamento com a natureza. Quantas crianças hoje tem contato com a fonte do alimento que está em suas mesas? Esta geração “desconectada da natureza” pode se tornar a geração menos consciente de suas responsabilidades de cuidar e preservar o meio ambiente, por simplesmente não ter “memória afetiva” com a natureza como as gerações anteriores. Por isso pode se afirmar que os “espaços verdes” em meio ao meio urbano são tão importantes para a educação ambiental de nossas crianças.

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Jardim Botânico do Rio de Janeiro (2016)

Neste ano iniciei um mestrado em ecologia, com foco em biodiversidade. Pensando que a educação ambiental eficiente seria um instrumento para a conscientização da importância da preservação da biodiversidade, passei a aprofundar o questionamento do uso dos parques e museus da cidade em que vivo para este fim. Embora sejam espaços com potencial para realizar ações de educação ambiental não formal, estariam eles sendo eficientes em suas exposições e abordagens? Certamente outros pesquisadores concordam que é necessário rever muitos conceitos e realizar uma análise profunda desses espaços e de seus conteúdos, assim como de como tem sido apresentado para os visitantes, se o assunto biodiversidade e conscientização ambiental estão sendo colocados de forma clara e se as exposições realmente ajudam no aproveitamento do aprendizado não formal.

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Visita ao Orquidário Municipal de Santos (2017)

Sendo assim realizei algumas visitas, com o intuito de avaliar estes espaços na cidade de Santos/SP, no primeiro semestre de 2017, e os resultados foram reunidos e publicados em um artigo que acabou de sair. Convido a ler e fomentarmos essa discussão: os parques e museus ajudam na educação ambiental? Seria melhor levar as pessoas para o habitat natural? Como as exposições poderiam ser mais eficientes e alcançar o público, trazendo um resultado positivo na conscientização ambiental de adultos e crianças?

Este é nosso artigo: SANTOS, Sílvia Lima Oliveira dos; GIORDANO, Fabio. Educação ambiental não formal: os parques e museus de Santos – SP. UNISANTA Bioscience Vol. 6 nº 3 (2017) p. 172-187. Disponível em: <http://periodicos.unisanta.br/index.php/bio/article/view/815/896&gt;

Nossos parques, jardins e museus podem reconectar a nova geração com a natureza e gerar percepção ambiental, consciência verde e preservação da biodiversidade. Não pode haver um futuro sustentável sem pessoas educadas para preservar, que se importem com o planeta que habitamos. Vamos fomentar essas sementes de educação ambiental. Leia, curta e compartilhe!

Referências citadas:

VIEIRA, Valéria; BIANCONI, M. Lucia; DIAS, Monique. Espaços não-formais de ensino e o currículo de ciências. Cienc. Cult.,  São Paulo,  v. 57,  n. 4, Dec.  2005 .   Disponível em:  <http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252005000400014 &lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 16 de jun. 2016.

SOGA, Masashi; GASTON, Kevin J. Extinction of experience: the loss of human–nature interactions. Frontiers in Ecology Environ (2016) Vol 14(2). P. 94–101, doi:10.1002/fee.1225

Memórias e reflexões: meu amor por viajar.

Olá galerinha!!!

Olha eu de novo aqui para falar um pouco sobre uma das minhas paixões: viajar! Esses dias parei para refletir sobre meu amor por fazer as malas. Sabe aquele friozinho na barriga quando você ouve a palavra “viagem’? Aquela sensação gostosa que dá quando você começa a planejar seu próximo destino? E a indecisão para escolher onde ir nas próximas férias? Quem nunca ficou sem dormir na noite anterior do embarque atire a primeira pedra… kkkkkk img_20150810_141123

Sim, eu gosto muito de viajar e confesso que não lembrava quando isso tinha começado não, pois desde que me entendo por gente eu sonhava em viajar, conhecer lugares novos, fazer intercâmbio, etc. Sempre tive muita facilidade com idiomas e fui autodidata (aprendi inglês, espanhol, francês e italiano em casa, nos livros, nos discos, nos dicionários…). Então esses dias lembrei da minha primeira experiência de viajar sozinha: eu fui em uma fábrica de refrigerantes, localizada na cidade de Cubatão, aqui do lado da minha cidade, em uma excursão da escola. Eu lembro da ansiedade, de arrumar a mochila com o ‘lanchinho‘ e que eu simplesmente não consegui dormir a noite toda, e mesmo assim, não fiquei com sono durante a visita…. Pode parecer algo “super-chato”, uma visita técnica para fazer um trabalho, pode ter sido algo simples, mas para uma criança que nunca tinha entrado em um ônibus de viagem aquilo era o máximo!!!! ❤

Depois eu tive uma experiência de viajar sozinha para Campos do Jordão. Eu sempre reclamei do calor, desde criança eu não gosto de verão, eu nasci e moro no litoral, mas eu não sei lidar com calor: passo mal, minha pressão fica baixa, eu não curto ficar na praia assando, nem nada disso. Enfim, meu pai já estava muito irritado com toda a reclamação adolescente, no auge dos meus 16 anos (ah se eu soubesse a moleza que era minha vida…. hehehehe), pois eu vivia dizendo que queria me mudar, que quando fosse maior de idade ia embora pra um lugar bem frio, enfim toda aquela revolta típica da idade. Então ele decidiu pagar uma excursão para eu ir sozinha, na mente dele ia me provar que frio é horrível, até porque ele teve uma experiência ruim em uma excursão para Campos e achou que seria a mesma coisa comigo.

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Minha primeira viagem à Campos do Jordão ❤

Bem, eu fiquei com um pouco de medo, minha mãe quase surtou com meu pai, por me mandar sozinha com um monte de gente desconhecida, para tão longe, até porque na época não tinha celular (sim, eu sou velha, kkkk). Mas eu fui, e amei, me apaixonei pela cidade, e foi aí que o bichinho do “Wanderlust” me pegou.

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Em 2002 eu fiz curso técnico de Turismo e Hotelaria, mas como não consegui pegar meu diploma, eu até tentei conseguir uma vaga para trabalhar na área, entreguei muito currículo, porém eu não tinha inglês fluente e meu espanhol era básico, afinal só sabia o que aprendi na escola e em casa. Naquela época meu sonho era trabalhar em navio, mas também não rolou. Foi nesse curso que tive a oportunidade de pisar em um aeroporto pela primeira vez, assim como fazer minha primeira visita a um museu, o Museu do Ipiranga. Lembro que quando vi aqueles aviões, as pessoas passando com suas malas, eu pensei: “um dia vou voltar aqui para embarcar…” Bem, eu nunca embarquei no aeroporto de Congonhas, somente em Guarulhos, mas eu realizei meu sonho de voar. Hoje eu entendo que trabalhar com turismo e hotelaria simplesmente “não era pra ser”, antigamente eu não me conformava de ter estudado 18 meses e não poder usar meu conhecimento, então coloquei numa gavetinha da minha mente. Porém, eu acredito que conhecimento recebido nunca é perdido, e sei que de alguma forma aquele curso me ajudou bastante a enxergar o turismo de outra forma, de compreender alguns termos e só confirmou minha paixão por viajar!

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Visita técnica do curso de Turismo ao Aeroporto de Congonhas.

Espero que tenham apreciado um pouco minhas memórias e que estas reflexões tenham inspirado você a sonhar mais alto e desejar realizar seus planos. Viaje, para perto ou longe, dê a você mesmo a oportunidade de conhecer coisas novas e viver experiências incríveis, traga presentes, fotos, mas o mais importante: aproveite cada momento em que estiver lá, viva o presente da vida e esteja presente.

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Abraços e até a próxima!

By Silvinha Santos

Superando o medo

Muitos não sabem, mas eu faço natação há algum tempo, não somente pelos benefícios para a saúde ou para perder peso, mas porque foi um alvo de superação para mim. A verdade é que tive uma experiência traumática quando eu era criança, eu quase me afoguei na praia, no raso, e fiquei com muito medo de entrar na água novamente, fosse no mar ou piscina, e muitas vezes a fobia também se manifestava na hora de lavar o cabelo. Só quem já passou por um afogamento sabe como é essa sensação. Um pavor que toma conta de você, te faz entrar em desespero e perder totalmente o controle da situação. Você se torna refém deste medo, desta monstruosidade que sua mente cria, seja ela verdadeira ou não, e você paralisa.

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Foi somente há alguns anos atrás, quando entrei em contato com as técnicas de coaching, que decidi acabar com as crenças limitantes e superar meu medo de nadar. Não foi nada fácil, foi bem difícil na verdade, pois o primeiro professor que eu tive não ajudou em nada: ele não foi gentil, não teve sensibilidade para lidar com meu trauma. Eu passei meses indo para a natação e usando uma boia amarrada no corpo. Imaginem a cena, uma mulher de vinte e poucos anos com uma boia amarrada. Pois é, eu “paguei mico”, mas eu não desisti, os professores mudaram e finalmente tive uma professora maravilhosa, a Érica, muito sensível e carinhosa que me ajudou e muito! Sim, eu venci a batalha contra o medo, eu aprendi a nadar sem boia, e já conseguia fazer uma marca de 1.500 m em uma hora! Para quem nada isso não é nada, mas para mim é a prova da superação e de que qualquer crença limitante pode ser quebrada.

A história não acaba aqui, não estou escrevendo nenhum conto de fadas, nenhum romance fictício, onde os personagens são “felizes para sempre” é da vida real que estamos falando. Vencer o medo não é apagar esse trauma da sua vida, é superar a lembrança traumática e conviver com ela de forma que já não te paralise. Mas, o medo volta, quando olhamos demais para a situação ao redor, perdemos a confiança, lembramos que não temos o controle e caímos novamente. Lembrei de Pedro, que estava andando sobre as águas confiadamente, mas foi só sentir o vento no rosto e ver as ondas que ele lembrou: “Opa, isso não é normal, eu estou andando em cima da água, eu posso afundar a qualquer momento…” e foi aí que ele começou a afundar. (“Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: ‘Senhor, salva-me! ’” Mateus 14:30). Eu sei bem como é isso. Eu quase me afoguei novamente há alguns anos atrás, durante uma aula errei a respiração e me descontrolei, fiquei um tempo na piscina me debatendo, estava muito cheia e não conseguia alcançar o chão com os pés (sou baixinha mesmo). A professora correu para a borda e começou a gritar, não lembro o que, mas me fez pensar: “eu estou em uma aula, eu sei nadar, eu não sou uma garotinha se afogando no mar, eu consigo boiar, eu posso sair dessa…” E foi assim que me acalmei e consegui me controlar, passei a boiar, consegui respirar e nadei até a borda.

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Este ano eu voltei a nadar, finalmente fui liberada pelo médico para fazer algumas atividades, após uma lesão no joelho, sendo a natação uma delas, por ter menos impacto na articulação. Atualmente eu amo nadar, estar debaixo da água, ouvindo somente o barulho da movimentação do seu corpo submerso. (“No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. ” 1 João 4:18). Geralmente utilizo este tempo para meditar, refletir, repassar ideias mentalmente. Meus dias mais produtivos são quando faço natação, ou quando corria, pois, embora meu corpo esteja atento aos movimentos, e eu esteja consciente das ações dos meus membros, meu cérebro está livre para trabalhar, criar, gerar coisas novas. Além disso, gosto da solidão nestes momentos, não poder falar ou estar em meio ao barulho suave da natureza me desperta os sentidos e eleva meus pensamentos. Não gosto de academia exatamente por isso, sou um tanto quanto antissocial, e as músicas altas, pessoas falando, conversinhas, atrapalham minha atividade cerebral criativa.

Mas o que quero falar aqui neste artigo é sobre superar o medo. Sobre não deixar que o medo sabote você. Hoje quando cheguei na aula a piscina estava muito cheia, a água estava na borda. Já pensei: “Meu Deus, hoje eu não consigo parar e ficar em pé na piscina, se acontecer algo tenho que continuar nadando”. Aí, quando fui entrar vi que tinha muitos insetos e assim que entrei tinha uma baratinha nadando do meu lado. Esse é outro medo que preciso superar todos os dias: barata. Já tive pavor, ao ponto de me desesperar, mas agora até consigo matar. Mas hoje aquela baratinha me desestabilizou… E se ela subisse em mim? Então já entrei na piscina com a confiança abalada, com medo mesmo sabe? E não deu outra: no meio dos 300 m, ainda fazendo aquecimento perdi o controle de novo e quase me afoguei. Foram apenas alguns segundos, afundando e me debatendo, mas aquelas lembranças traumáticas paralisaram meu raciocínio novamente e eu esqueci que sabia nadar. As crenças limitantes sempre vão tentar vir à tona, se você já entrar na luta com medo de perder, seu fracasso aconteceu antes mesmo de começar. Depois que consegui me tranquilizar e voltar a boiar, ficar respirando até meu batimento normalizar e conseguir nadar até a borda, depois que estava lá em segurança na borda lembrei de Jó e sua célebre frase: “Porque aquilo que temia me sobreveio; e o que receava me aconteceu. ” (Jó 3:25). Até porque, a ‘bendita’ barata também achou um jeito de subir no meu braço, sim, eu consegui atrair tudo o que eu não queria hoje.

Depois disso tudo passei 800 m nadando e pensando na lição que aprendi: a insegurança atrai o fracasso. O medo de algo te leva a viver aquilo que você teme. Alguém que entra em um relacionamento com medo de ser traído, mal-amado ou abandonado, já está condenando seu relacionamento. Alguém que vai para uma prova ou entrevista com medo de não ser selecionado provavelmente não vai ser bem-sucedido nesta empreitada. Começar um curso ou uma faculdade com medo de não conseguir completar, é quase a mesma coisa que assinar sua desistência. A insegurança e o medo limitam nossas habilidades, enfrentar a situação olhando para o que pode acontecer de errado te leva ao fracasso, pois dá lugar na sua mente para as crenças limitantes que distorcem nossa visão e criam gigantes intransponíveis. Quer vencer algo? Se livre do medo, diga não para a insegurança e passe a olhar o que há de bom na situação: as ondas são altas e o vento está batendo? Jesus está com você sobre as águas. Sua família é tão abençoada que você tem medo de perder tudo isso? Creia que mesmo na morte, na dor e na perda, Deus tem restituição e renovação para você. A piscina está cheia até a borda? Aproveite para melhorar sua habilidade e criar resistência. Tudo é questão de perspectiva, você escolhe como vai encarar, e nessa escolha determina como serão seus resultados. Escolha superar o medo hoje!

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By Silvinha Santos

Fontes das Imagens:

http://negocioseoportunidades.net/medo-e-o-grande-vilao/

https://pensador.uol.com.br/ e Google imagens

Ambientes públicos e espaços de convivência

 

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Imagem do site HUMA

O ser humano foi criado para as relações interpessoais. Desde o princípio da vida em comunidade ele busca lugares para se socializar, e já nos primórdios se reunia em cavernas ao redor do fogo, onde podia estar abrigado do perigo e contar suas aventuras aos demais. Isso pode ser confirmado pelas descobertas arqueológicas e as muitas evidências de pinturas rupestres, ou seja, formas de expressão artística pré-histórica, encontradas em paredes, tetos e outras superfícies das cavernas e abrigos rochosos. Nestes ambientes, o ser humano aprendeu a conviver e compartilhar experiências. Surgiram noções dos espaços de convivência, assim como as regras para se viver em sociedade.

No decorrer do tempo, o homem se tornou mais confiante e passou a ser mais “outdoor”, foi quando as comunidades começaram a se reunir também em ambientes abertos. Em cada momento da história ele encontrou locais para se reunir e fazer parte de um grupo com o qual tenha afinidades e pontos em comum. Os espaços públicos foram palcos do desenvolvimento cultural, legislativo, filosófico e científico das primeiras civilizações, como por exemplo a “heliaia, eclésia, ou ágora”, locais de encontros dos cidadãos ao ar livre na antiga Grécia. Estes locais se tornaram um marco do estabelecimento do espaço urbano, e alguns afirmam que a ágora era a expressão máxima da esfera pública na paisagem urbanística grega, pois eram espaços públicos por excelência, palco da história, onde floresceu a cultura, a política e a vida social desta civilização.

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Porém, hoje vivemos tempos de modernidade, de conexão virtual, de relacionamentos à distância. A vida nas grandes cidades parece afastar as pessoas de relacionamentos e o homem novamente retorna a lugares internos e protegidos. A marginalização nos centros urbanos e o crescimento da violência gerou um sentimento de insegurança e medo, levando o homem a se esconder em suas cavernas. Atualmente em muitas cidades do Brasil, o espaço de convivência se tornou “indoor”, uma vez que centros comerciais e clubes são os mais procurados para encontros, devido à segurança e facilidade de acesso a comodidades, como estacionamento, alimentação, entretenimento e comércio.

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Imagem do Pinterest

Mas, e se nossas cidades oferecessem ambientes públicos ao ar livre, onde o cidadão teria segurança e comodidades, como banheiros e estruturas de lazer e esporte? Em algumas cidades da Europa isso já é realidade, e em muitas cidades do Brasil projetos parecidos estão sendo implantados, para que o cidadão desfrute do bem público, utilize as praças e parques, esteja em contato com a natureza, possa compartilhar experiências e ter seu entretenimento ao ar livre. Existem muitas cidades que poderiam servir de exemplo para implantar projetos de revitalização dos espaços públicos, para que se possa retomar os espaços de convivência ao ar livre e trazer o ser humano novamente ao ambiente externo.

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Jardin du Luxembourg, Paris – França (foto tirada em 2014)

Este artigo é parte de um estudo que busca conhecer a situação atual das praças e parques públicos das nossas cidades, e se analisar se realmente são estruturas que aproximam as pessoas, se atualmente cumprem sua função de espaços de convivência, assim como encontrar exemplos de cidades que poderiam ser modelos para novos projetos de revitalização. A urbanização é inevitável, segundo Jeffrey Sachs, em alguns anos a maioria da população do planeta estará vivendo em cidades. Por isso as cidades do futuro deverão ser cidades sustentáveis, o espaço urbano precisa ser repensado para que seja adequado às necessidades dos cidadãos. Devemos buscar construir juntos a cidade que nós queremos, que une pessoas e meio ambiente, que respeita as interconexões do ser humano com a natureza, que abre caminho para a convivência e uso sustentável do espaço público.

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Hyde Park, Londres – Reino Unido (foto tirada em 2014)

Texto de: SANTOS, S.L.O. (Sílvia Santos)

Fontes:

Wikipedia.org

Imagens retiradas do Google imagens e Pinterest

https://esbocosfilosoficos.com/tag/grecia-antiga

http://pt.slideshare.net/entrecores/arte-grega-21547131 (imagem)

https://www.youtube.com/watch?v=hTI5OWiz22w – O que é uma Ágora

http://www.huma.net.br/o-morador-e-cidadao/pela-troca/

http://www.huma.net.br/dialogos-da-huma/por-cidades-mais-livres/

SACHS, Jeffrey D. The Age of Sustainable Development. New York: Columbia University Press, 2015.

Dicas para viagem: como organizar sua mala e não esquecer nada! – Parte 1

Olá galerinha linda!!!

Depois de tanto tempo consegui terminar de escrever este post! Faz tempo que comecei a escrever sobre este tema, mas sempre parava e deixava meio de lado quando surgia outra inspiração. Depois que você começa a viajar parece que tem algum “insetinho” que te transmite um vírus, sendo o sintoma mais comum o fato de estar sempre planejando uma viagem, assim que chega de uma já começa a decidir para onde ir na próxima. Afinal é uma sensação maravilhosa, mas essa experiência precisa de um planejamento muito bem feito e estar atento a todos os detalhes, para poder curtir sem moderação sua viagem, senão pode ser “um tiro no pé”, e ao invés de relaxar e descansar, você pode estar comprando dor de cabeça junto com a passagem…

Depois que fui viajar algumas pessoas começaram a me procurar pedindo dicas e ajuda em alguns detalhes, mas percebi que uma coisa sempre é esquecida: a organização da mala! Ela é essencial para o sucesso da sua viagem e deve ser bem organizada. Cada um tem uma preferência e um estilo, mas uma coisa é certa: o básico é a melhor opção. Não exagere no conteúdo da sua mala na ida e lembre que você pode economizar bastante planejando sua mala. (Veja o outro artigo sobre 7 dicas infalíveis para economizar em uma viagem). Quando viajamos, eu e meu esposo levamos apenas mala de mão, isso mesmo, desde que começamos a viajar nunca despachamos mala ou pagamos por excesso de peso. Já ficamos um mês fora, viajando por três países diferentes, e apenas com bagagem de mão. Alguns já me perguntaram como é possível, e vou responder aqui neste artigo, fica atento!

Vamos lá para as dicas: você já decidiu seu destino, a data e o período que vai permanecer, tem um roteiro, um planejamento de passeios e lugares que quer visitar? Tudo isso é muito importante, pois influencia e muito na sua mala e define que tipo de roupa você deve levar. Então:

1 – Comece a pesquisar como vai estar o clima no local durante o período que você estará lá. Isso vai te ajudar a levar roupas apropriadas para a estação, e quem sabe uma ou outra fora do padrão, caso o local tenha fama de mudar de temperatura facilmente. (Se está levando roupas de verão, quem sabe um casaquinho leve, uma roupa de meia estação; se está levando roupas de inverno, pense em levar algo mais confortável e leve, caso esquente um pouco)

2 – Já sabe quais serão seus roteiros? Defina que tipo de locais quer visitar, pesquise antes se há restrições de trajes, por exemplo: alguns restaurantes exigem que o cliente esteja vestido adequadamente, alguns locais públicos não permitem entrada de bermuda e chinelos… Você pode montar na sua mente “looks” para cada dia da viagem, assim te ajuda a saber quantos pares de meia, quantas camisas, quantas calças você precisa.

3 – Minha dica: leve poucas peças em “jeans“, vá vestido de jeans e leve mais uma calça ou bermuda, caso ache necessário, pois esse tecido pesa muito e por ser pouco flexível atrapalha na montagem da mala. Você pode levar roupas em outros tecidos e caso o local esteja frio, faça uso das roupas de proteção térmica, que são bem maleáveis para levar na mala. Isto é muito importante quando o destino é um local frio: aprenda a se vestir em camadas.

4 – Tenha uma lista do que precisa levar, e quando estiver fazendo a mala vá riscando o que já colocou. Não esqueça os itens básicos, e se puder separe em pequenos kits: kit médico, kit higiene, kit eletrônicos, kit maquiagem etc. Lembre-se de colocar os kits na sua bagagem de mão que fica mais próxima de você (mochila ou bolsa pequena), assim caso necessite não vai ter que ficar pegando sua mala toda hora durante a viagem.

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Essas bolsinhas plásticas são uteis e deixam tudo organizado.

Bem, tem muito mais para compartilhar, então para não cansar, continuamos no próximo post, aguardem! Até a próxima!

By Silvinha Santos

Imagens: Retiradas do Google imagens.

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Gingerbread ou biscoito de gengibre

Olá pessoas,

Quanto tempo não posto receitinha aqui, mas estou de volta com essa bem clássica e fácil para o Natal (e para o ano todo também, por que não?): biscoito de gengibre!

Essa é uma adaptação minha, pois sou alérgica, como alguns sabem, então ela fica bem leve e muito saudável!! Eu adiciono farinha de aveia por causa das fibras e mel para enriquecer a receita nutricionalmente. Você pode colocar castanhas picadas, chocolate meio amargo picado, use sua criatividade e faça a sua adaptação também! ❤

Você pode fazer esses biscoitinhos e enfeitar sua mesa ou dar de presente para seus convidados na ceia de natal, basta colocar em um saquinho com um lacinho bem bonito ou em um vidro enfeitado… Use sua criatividade e crie um presente lindo, gostoso, saudável e personalizado!

Você encontra o gengibre em pó em lojas de produtos naturais e em algumas barracas de feira livre… Não sei se o gengibre ralado fica bom, ainda não tentei, quem tentar faz um comentário aqui ok?

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Chazinho da tarde em clima de Natal!!

Gingerbread lacfree

Ingredientes:

1 xícara de amido de milho ou polvilho doce
1 xícara de farinha de arroz
1 xícara de farinha de aveia
2 colheres de chá de fermento em pó
2 colheres de chá de gengibre em pó
2 colheres de chá de canela em pó
1 pitada de sal

1 ovo
1 xícara de açúcar mascavo
2 colheres de sopa de mel
1/2 xícara de óleo de girassol (ou menos)

Modo de preparo

Junte todos os ingredientes secos em uma tigela ou bacia, reserve. Bata separado o ovo, o açúcar, o mel e o óleo (eu bato no liquidificador). Depois junte aos ingredientes secos e misture bem com uma colher. Depois trabalhe a massa com a ponta dos dedos até obter uma consistência firme (pode acrescentar mais farinha para ela ficar no ponto de soltar das mãos).
Sobre uma superfície lisa polvilhada com farinha, abra a massa até deixar bem fina (eu uso rolo de massa, mas pode usar uma garrafa para ajudar a abrir a massa) e corte na forma que desejar. (dica: pode usar cortador, fazer a mão ou usar uma tampa redonda para ajudar a fazer o formato.)
Pré-aqueça o forno em temperatura baixa ou moderada (160° C a 180º C), coloque os biscoitos em uma assadeira untada e leve para assar até dourar, os biscoitos assam bem rápido, então fique de olho. Eu aconselho a virar depois de dez minutos e depois deixar por mais dez minutos, mas isso também depende do seu forno.

Até a próxima, feliz Natal galerinha!!!

See you, merry merry christmas!

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Nosso Jack frost envia um “alôzin” pra vocês! ❤

A curiosidade no processo de aprendizado

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“Curious and curiouser, saids Alice.” (Curiosa e mais curiosa, disse Alice.)

Essa frase do livro “Alice no País das Maravilhas” ficou ressoando na minha cabeça após ouvi-la duas vezes, em diferentes situações , na mesma semana. Após ler um artigo sobre “como fazer as perguntas certas”, que resumidamente, falava sobre como consultores devem usar questões simples, mas poderosas, para descobrir soluções, eu compreendi algo:
a curiosidade é fundamental para o processo de aprendizado. Talvez, você leitor, já tenha lido ou ouvido isso em algum lugar, mas naquele momento esse ‘insight’ foi totalmente novo para mim. Essa curiosidade no aprendizado é muito importante, uma vez que o nosso sistema de ensino está focado em entregar respostas prontas, conceitos definidos que devem ser decorados, infelizmente, não formamos pensadores.

As instituições de ensino se tornaram monótonas e desinteressantes, um sistema maçante, que gera máquinas de repetir e assinalar a alternativa correta, ou seja, formam alunos que não estão preparados para buscar informações por si e construir conceitos a partir desta busca. Não é de se admirar ou surpreender que nossa produção científica e acadêmica seja tão pequena e de baixa qualidade, como li em um artigo no site da Folha, de Rogério Cezar de Cerqueira Leite, publicado em 2015 (1) e que, segundo algumas pesquisas (2), quase a metade dos universitários no Brasil sejam considerados analfabetos funcionais, ou seja, leem mas não conseguem compreender ou não interpretam corretamente. Sem falar na vergonhosa posição que o Brasil está no ranking de qualidade no ensino (a pesquisa é de 2012, mas a situação não mudou muito atualmente). (3)

Diante de tudo isso, a pergunta é: Qual é o real motivo de escrever este texto? Apenas criticar, falar mal do sistema de ensino do nosso país e bater na mesma tecla? Com certeza isso não vai ajudar, então esse não é meu objetivo aqui, pois críticas vazias não trazem efeitos positivos, não geram mudanças. Sou consciente que este texto por si também não será capaz de levantar uma revolução que mude a educação no país, mas eu creio que o despertar da consciência da necessidade de mudança e a união dos interessados possa realmente fazê-lo. Será necessário vontade política e muita paciência, como Joaquim Azevedo declarou em um artigo para o Diário de Notícias, ainda este ano(4). Então, pode-se
afirmar que o objetivo deste texto é, voltando ao início, aguçar a curiosidade, já que é por meio dela que aprendemos e encontramos soluções. Todos passaram pela infância e a fase dos “por quês”, sendo que alguns eram incansáveis e aprenderam na televisão que “porque sim, não é resposta” (só os mais velhos entenderão!). Ser curioso como as crianças, fazer perguntas simples e partir do pressuposto que ainda não sabemos tudo, são ótimas formas de manter a mente aberta para novas soluções, novas óticas sobre assuntos antigos. E sempre lembrar do antigo filósofo que tão sabiamente declarava: “Sei que nada sei” (Sócrates)… essa é a melhor forma de começar a encontrar novas respostas para antigas questões.

1- <http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/01/1570938-rogerio-cezar-de-cerqueira-leite-producao-cientifica-e-lixo-academico-no-brasil.shtml&gt;

2 – <http://g1.globo.com/distrito-federal/videos/v/pesquisador-conclui-que-mais-de-50-dos-universitarios-sao-analfabetos-funcionais/2262537/&gt;

3- <http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/brasil-e-2o-pais-com-pior-nivel-de-aprendizado-diz-estudo&gt;

4 – <http://www.dn.pt/portugal/interior/o-nosso-modelo-escolar-e-do-sec-xviii-e-nao-esta-adaptado-a-realidade-4997445.html&gt;

Aprender e ensinar: minha motivação interior

O que motiva as pessoas? O que faz alguém prosseguir mesmo em situações adversas? Os seres vivos são intrigantes, são motivados por diversas coisas, desde as mais básicas, até as mais complexas. Não vou entrar em detalhes das teorias motivacionais, nem trazer dados demográficos ou científicos, afinal estou escrevendo por hobbie neste momento. O que eu realmente quero compartilhar aqui é que todos nós de tempos em tempos devemos parar e refletir: o que tem me motivado a continuar até aqui? Quais são os meus valores? Quais são minhas prioridades? O que me moveu no passado? Por que mudei meu trajeto ou porque me mantive nesta rota? Sim, são muitas questões, e são questões profundas que devem te fazer mergulhar dentro de si mesmo. Eu acredito que ninguém motiva ninguém, acredito que podemos prover um ambiente favorável para que alguém encontre dentro de si a força motriz para levantar todo dia cheio de ânimo para enfrentar mais um dia, e fazer seu melhor do amanhecer até o deitar. Acredito que podemos ajudar a fazer brotar algo de bom dentro das pessoas, mas elas só deixarão fluir se dentro de si estiverem conscientes de suas forças e suas habilidades.

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O mundo está esperando por nós para descobrir quem nós somos…

Por que tanto conceito motivacional? Bem, tenho estudado um pouco sobre isso e quero compartilhar o que tenho descoberto sobre mim mesma, pois estou sempre me descobrindo, sempre conhecendo algo novo em mim (é quando eu olho pra dentro e digo: “hey, quem é você, estava aqui há muito tempo?”). Parei para analisar estas coisas e percebi como minha vida sempre esteve ligada à educação, aprendizado e desenvolvimento. Quando eu era criança minha brincadeira favorita era de escola, e gostava de ser a professora, eu estudava até nas férias! Eu tinha uma certeza, queria ser professora! Queria fazer magistério, mas não deu certo, eu não consegui entrar na época certa. Então mudei meu rumo, pois na adolescência minha paixão era literatura e idiomas, era uma leitora compulsiva e autodidata, ratinha de biblioteca e do tipo nerd mesmo, na época eu tinha certeza do que queria fazer: Letras! Depois pensei em Jornalismo também, e até tentei escrever um livro, na verdade era um romance, meio aos moldes de Shakespeare, mas eu não tinha técnica, nem consistência, nem tampouco conhecimento suficiente… Parei e guardei meus manuscritos, que por acaso encontrei esses dias em uma das minhas agendas antigas. (Eu tenho meu primeiro diário, guardo todas as minhas agendas desde os 7 anos, eu sei que é meio Sheldon, mas eu sou nerd mesmo…kkkk) 🙂

Com 18 anos comecei a trabalhar em uma Instituição de Ensino Infantil Municipal, foi um tempo bem difícil, onde achei que tinha morrido meu sonho de continuar a estudar, eu ganhava pouco e não podia pagar uma faculdade particular. Foi tanto estresse emocional na época que meio que criei uma aversão a crianças (pois é, eu ainda não tenho filhos…kkk), não quis fazer pedagogia de jeito nenhum! Estou sendo sincera aqui, mas é claro que durante o tempo que estive lá eu tive experiências maravilhosas também! Eu sempre fui ótima contadora de histórias, e como não tinha muito jeito nem autoridade com as crianças eu contava histórias para atrair a atenção delas. Eu posso me lembrar do dia que fui trabalhar em uma Creche diferente e me avisaram que a turma que eu ia ficar era terrível, então eu pedi uma estratégia para Deus, pois eu sabia que as histórias clássicas não iam adiantar, eu precisava de uma história nova e cativante. Quando entrei na sala eu me apresentei, perguntei o nome deles e depois disse que ia contar uma história. Apaguei a luz e a história veio fluindo, fluindo e quando eu vi eles estavam paralisados e tão atentos que nem piscavam… Ninguém entendeu o que aconteceu naquele dia… Eu contei essa história duas vezes na Creche em que eu trabalhava, na minha turma. Um dia eu pedi para eles contarem uma história, cada dia da semana um amiguinho escolhia e contava uma história, um dia um dos meus alunos começou a contar a minha história, com todos os detalhes e mais alguns que a imaginação dele criou, com todos os sons e interpretação, foi muito emocionante pra mim, naquele dia eu vi o poder da influência que exercemos sobre as pessoas, agora ele era um contador de histórias também… ❤

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Bem, no fim acabei cursando Administração, o que não era muito minha vontade, pois eu nunca curti matemática, porém quando conheci a área de Recursos Humanos, me apaixonei, e achei que tinha “achado meu lugar no Universo” (sabe aquele momento em que sente que tudo foi predestinado, foi isso que senti… 🙂 rsrsrs). Embora eu tenha feito vários cursos, tenha feito pós-graduação em outra área, embora nunca tenha trabalhado profissionalmente na minha área de formação, nunca tenha tido a chance de colocar em prática profissionalmente, mesmo assim, tenho me dedicado a buscar desenvolvimento pessoal, pois aprender me motiva e me faz continuar focada, mas também procuro “empoderar” (ou capacitar) as pessoas ao meu redor, compartilhar o que tenho aprendido, eu busco mostrar suas fortalezas, trazer à tona o que elas tem de melhor, busco ser fonte de inspiração, e quem sabe influenciar positivamente quem está perto de mim. Se tem algo que me mantém firme em meio às dificuldades é isso, saber que posso ser exemplo, que posso aprender e usar o que aprendi para melhorar a vida das pessoas. Se eu partir hoje, vou feliz, sei que inspirei e motivei pessoas, que em tudo o que fiz eu dei sempre o meu melhor, e enquanto eu viver essa força interior, esse desejo de ver pessoas crescendo, florescendo e se desenvolvendo será minha motivação. Pessoas são o tesouro mais valioso de qualquer organização, e as pessoas que tive o prazer de ajudar em algum momento da minha vida são o meu tesouro, são meu melhor investimento. ❤

Bye! Até a próxima!

Silvinha Santos

Quero estudar fora e agora?

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Olá! Hello! Salut! Hola! Hallo! Ciao!

Bem, acho que já deu pra perceber que meu blog é bem diversificado, gosto de postar e compartilhar informações úteis. Por isso hoje vou falar um pouco sobre esse tema, mas beeeemmm superficialmente, pois daria para fazer uns cem ‘posts’ apenas sobre este assunto… hehehe 🙂

Muitas pessoas tem o sonho de estudar fora, fazer um intercâmbio em outro país, aí vão até uma agência olham o preço dos pacotes e desistem por achar que nunca terão condições financeiras para isso. Por que eu sei disso? Porque quando eu tinha 15 anos eu mesma fiz isso, fui com uma amiga até uma agência de viagens me informar, na época eu só tinha o sonho e mais nada, e quando vi os valores foi um tremendo balde de água fria pra mim 😦 … Eu guardei aquele folheto em uma pasta e de vez em quando olhava pra ele, só pra me lembrar que eu nunca seria capaz de fazer aquilo. Sabe, foi muito frustrante para mim, eu enterrei meu sonho por anos…

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Hoje eu sei que seria possível, se eu soubesse naquele tempo das oportunidades que eu conheço hoje! E posso garantir que são muitas! Mas são para os corajosos e dedicados, não vá achando que você vai conseguir uma bolsa de estudos no exterior tirando notas baixas no ensino médio, você precisa ser um aluno acima da media! Você não precisa estudar nas melhores escolas, pois hoje a informação e o conhecimento estão ao alcance de todos, afinal nós temos a internet, que é sem dúvida uma poderosa ferramenta no aprendizado a distância. O que você precisa é estar disposto a investir tempo estudando e estar interessado a aprender coisas novas, em diferentes culturas! 😉

Alguns motivos para estudar fora do país: Ajuda a aumentar sua auto-confiança; Aprender sobre suas fraquezas e pontos fortes; Viver uma experiência única  e marcante; Conhecer pessoas de muitas partes do mundo e ganhar cultura e amigos ao mesmo tempo; entre outros…

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Algumas dicas para iniciar este projeto:

1 – Primeiramente, estude um idioma, mas não apenas o nível básico, busque fluência e procure fazer testes de proficiência. A maioria dos países vai pedir a proficiência no inglês e os testes mais aceitos são o TOEFL e o IELTS. Veja mais informações e a diferença entre eles nestes links:

http://www.inglesnapontadalingua.com.br/2009/03/toeic-ou-toefl.html

http://www.inglesnapontadalingua.com.br/2014/01/qual-diferenca-entre-toefl-e-ielts.html

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2 – Em segundo lugar está algo muito importante: escolha a área que quer estudar e em qual país preferiria fazer seu intercâmbio. Essa decisão é a mais importante pois vai direcionar sua busca por informações. Quando decidir o que quer fazer e pra onde quer ir você vai encontrar a universidade que tem o curso que escolheu!

3 – Terceiro passo: Com essas informações procure saber os requisitos das universidades que você quer entrar, quais são as bolsas de estudo que elas aceitam e quais os requisitos básicos para aplicar para estas bolsas.

Este projeto é antes de tudo um projeto de pesquisa, você precisa estar bem informado e decidido, ter certeza do que quer, pois só quando estiver determinado vai conseguir ir até o fim, terá persistência para não desistir do seu sonho nos primeiros “nãos” que surgirem! Eu ainda não fiz intercâmbio no exterior, mas continuo sonhando com a minha oportunidade, e acredito de coração que nunca é tarde para viver o sonho de Deus para sua vida! ❤

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Se interessou? Então dá uma olhadinha nesses sites e vá em busca do seu sonho!

Bolsas pelo Capes:

http://www.capes.gov.br/bolsas

Outras bolsas:

http://www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf/home

Bolsas de Estudos

Seis países em que é possível estudar de graça – ou quase

Intercâmbio em Cambridge:

EU FUI: relatos de um intercâmbio em Cambridge – LSI Cambridge

http://oglobo.globo.com/boa-viagem/cambridge-ou-oxford-eis-questao-dos-intercambistas-3741359

Imagens retiradas de:

Google imagens

9 Compelling Reasons Why Students Should Study Abroad

Top Ten Reasons to Study Abroad

Voltando à atividade!

Hello people! Oie galerinha!

Depois de tanto tempo finalmente me organizei e parei um pouco para escrever no Blog! Estes últimos meses foram uma loucura, mudança de 360° na minha vida e pretendo contar um pouco pra vocês agora: Eu trabalho desde meus 18 anos, ininterruptamente, e quando eu saí do meu emprego, em Outubro de 2015, devo confessar, foi bem estranho! A primeira sensação foi: ufa, férias! Ah, foi uma semana incrível, descansei, ia até a praia quando queria, acordava a hora que queria. Porém essa moleza durou pouco, pois algumas pessoas começaram a pedir que eu fizesse alimentos sem lactose, e assim acabou surgindo a “Dream 2B Fit”, com alguns poucos pedidos, apenas de amigos e familiares.

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Um momento “pé na areia” da minha fase relax… 🙂

Além disso, nessa época minha amiga descobriu que estava grávida e pouco tempo depois teve a notícia que era uma gestação de risco, o que a levou a ficar afastada de suas funções no trabalho. Ela me pediu ajuda para organizar o chá de bebe, e como eu era uma “recém-desempregada” eu aceitei de pronto, afinal teria algo para ocupar minha cabeça, não ficaria tão parada em casa, e de quebra ia poder ajudar minha amiga a não ficar ociosa naquele momento delicado. Foi quando surgiu a ideia: vamos fazer aula de artesanato! Ah, foi uma empolgação só: amo arte, amo aprender, só o fato de ter um desafio para aprender algo é extremamente estimulante para mim! Começamos a fazer aula de pintura e preparar as peças de decoração para o chá de bebê, quando eu vi estava fazendo peças para vender também, recebi encomendas e fiz até peças para decorar a mesa na ceia de Natal e por aí vai…

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Porém, em Dezembro eu lancei nas redes sociais o “Panetone sem glúten e sem lactose”, e aí foi que a Dream 2B Fit começou a crescer. Em Janeiro comecei a preparar refeições saudáveis e sucos funcionais, com foco nas restrições alimentares, mas também atendia quem apenas estava buscando uma alimentação leve, saudável e uma reeducação para perda de peso. Esse mês foi uma loucura, eu acordava cedo, trabalha muito e me alimentava mal, pois eu comprava os ingredientes, fazia as comidas e depois saía correndo de bicicleta, embaixo do sol do verão, muitas vezes sem comer nada, para fazer as entregas das refeições. O resultado: stress mental, imunidade baixa e muitas doenças. Fevereiro foi um mês em que adoeci muito, tive de tudo um pouco e tive que dar uma pausa nesse ritmo, tive que repensar o que estava fazendo e quais eram as minhas prioridades. Em Março voltei às atividades e fizemos muito chocolate sem lactose e bolo sem glúten, fiquei super emocionada com o post de uma mamãe e a foto de uma princesinha super feliz! Ah, aquele momento em que você descobre o seu IKIGAI! ❤

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Hoje eu olho pra trás e vejo que poderia ter planejado melhor, poderia ter começado certo, mas essa experiência foi muito importante para mim. Ser microempreendedor não é fácil, ainda mais quando buscamos a sustentabilidade do negócio e queremos fazer tudo com qualidade. As empresas que estão no mercado não começaram da noite pro dia, tenho certeza que passaram por fases bem mais complicadas que eu, mas tudo fica como aprendizado. Eu fiz muitos cursos culinários e aprendi coisas novas, que somaram muito para minha vida pessoal. Hoje mudei a forma de atender aos pedidos, e não volto atrás, pois foram decisões importantes para manter o meu negócio e a minha saúde. Estou com outros projetos em vista, mas como uma boa ‘jack-of-all-trades’ (maria-faz-tudo), eu consigo lidar bem com diferentes atividades em diferentes áreas, e tudo ao mesmo tempo!  🙂

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Não comparo minha experiência com a de ninguém, nem estou aqui para copiar ninguém, mas é claro que muitas pessoas foram inspiração para mim neste tempo, a Flávia do Lactose Não, a Elaine do Soar, a Tatiane do Organize e Harmonize, a culinarista Cristiane Valdez, entre outras pessoas, que com certeza foram exemplos para mim e me ajudaram muito a descobrir a minha missão e o que tudo o que eu estava passando com a descoberta da intolerância poderia trazer de benefício para outras pessoas! Sim, eu chorei muito, eu sofri preconceito (e ainda sofro) e fui excluída muitas vezes (e ainda sou), mas hoje eu só tenho a agradecer a Deus por todo este aprendizado e esta grande oportunidade de crescer como pessoa e como profissional! Que venham novos desafios, pois minha mente tem sede de aprender! ❤

Até a próxima! Bye!

Silvinha Santos

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