Educação não formal: o potencial para educação ambiental de parques e museus.

Estamos em agosto, e quem não foi durante as férias em um parque, aquário, museu, jardim botânico ou zoológico com alguma criança (ou sem, podem confessar…rsrsrs). A verdade é que em tempos de urbanização, ir a um local como estes pode nos trazer uma pausa na correria e nos reconectar com a natureza.

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Passeio no Orquidário Municipal de Santos (foto por Diley Gomes,2017)

Muitos já concordam que parques e museus tem um potencial grande para atrair a curiosidade dos visitantes, que buscam lazer e alguma atividade diferente de ficar conectado na rede virtual ou andando por centros comerciais. Mas parques e museus tem também um grande potencial para a educação não formal, aquela que produz aprendizado de conteúdos da escolarização formal, porém em espaços não formais, de forma lúdica. Para Vieira et al (2005) estes ambientes podem ser úteis na educação de conteúdos suprindo carências que a escola venha a ter de laboratórios e recursos audiovisuais, que segundo os autores são importantes para estimular e fixar o aprendizado.

Nos estudos de Soga e Gaston (2016) seus resultados demonstraram que as crianças desta geração gastam menos tempo em experiências que envolvam a natureza ao ar livre se comparadas com crianças das gerações anteriores. Segundo os pesquisadores esta queda na experiência diária com a natureza não apenas pode diminuir os benefícios relacionados à saúde e ao bem-estar humano, mas também estaria ligado a desencorajar emoções, atitudes e comportamentos positivos em relação ao meio ambiente, o que poderia levar a um ciclo de descontentamento com a natureza. Quantas crianças hoje tem contato com a fonte do alimento que está em suas mesas? Esta geração “desconectada da natureza” pode se tornar a geração menos consciente de suas responsabilidades de cuidar e preservar o meio ambiente, por simplesmente não ter “memória afetiva” com a natureza como as gerações anteriores. Por isso pode se afirmar que os “espaços verdes” em meio ao meio urbano são tão importantes para a educação ambiental de nossas crianças.

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Jardim Botânico do Rio de Janeiro (2016)

Neste ano iniciei um mestrado em ecologia, com foco em biodiversidade. Pensando que a educação ambiental eficiente seria um instrumento para a conscientização da importância da preservação da biodiversidade, passei a aprofundar o questionamento do uso dos parques e museus da cidade em que vivo para este fim. Embora sejam espaços com potencial para realizar ações de educação ambiental não formal, estariam eles sendo eficientes em suas exposições e abordagens? Certamente outros pesquisadores concordam que é necessário rever muitos conceitos e realizar uma análise profunda desses espaços e de seus conteúdos, assim como de como tem sido apresentado para os visitantes, se o assunto biodiversidade e conscientização ambiental estão sendo colocados de forma clara e se as exposições realmente ajudam no aproveitamento do aprendizado não formal.

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Visita ao Orquidário Municipal de Santos (2017)

Sendo assim realizei algumas visitas, com o intuito de avaliar estes espaços na cidade de Santos/SP, no primeiro semestre de 2017, e os resultados foram reunidos e publicados em um artigo que acabou de sair. Convido a ler e fomentarmos essa discussão: os parques e museus ajudam na educação ambiental? Seria melhor levar as pessoas para o habitat natural? Como as exposições poderiam ser mais eficientes e alcançar o público, trazendo um resultado positivo na conscientização ambiental de adultos e crianças?

Este é nosso artigo: SANTOS, Sílvia Lima Oliveira dos; GIORDANO, Fabio. Educação ambiental não formal: os parques e museus de Santos – SP. UNISANTA Bioscience Vol. 6 nº 3 (2017) p. 172-187. Disponível em: <http://periodicos.unisanta.br/index.php/bio/article/view/815/896&gt;

Nossos parques, jardins e museus podem reconectar a nova geração com a natureza e gerar percepção ambiental, consciência verde e preservação da biodiversidade. Não pode haver um futuro sustentável sem pessoas educadas para preservar, que se importem com o planeta que habitamos. Vamos fomentar essas sementes de educação ambiental. Leia, curta e compartilhe!

Referências citadas:

VIEIRA, Valéria; BIANCONI, M. Lucia; DIAS, Monique. Espaços não-formais de ensino e o currículo de ciências. Cienc. Cult.,  São Paulo,  v. 57,  n. 4, Dec.  2005 .   Disponível em:  <http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252005000400014 &lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 16 de jun. 2016.

SOGA, Masashi; GASTON, Kevin J. Extinction of experience: the loss of human–nature interactions. Frontiers in Ecology Environ (2016) Vol 14(2). P. 94–101, doi:10.1002/fee.1225

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Ambientes públicos e espaços de convivência

 

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Imagem do site HUMA

O ser humano foi criado para as relações interpessoais. Desde o princípio da vida em comunidade ele busca lugares para se socializar, e já nos primórdios se reunia em cavernas ao redor do fogo, onde podia estar abrigado do perigo e contar suas aventuras aos demais. Isso pode ser confirmado pelas descobertas arqueológicas e as muitas evidências de pinturas rupestres, ou seja, formas de expressão artística pré-histórica, encontradas em paredes, tetos e outras superfícies das cavernas e abrigos rochosos. Nestes ambientes, o ser humano aprendeu a conviver e compartilhar experiências. Surgiram noções dos espaços de convivência, assim como as regras para se viver em sociedade.

No decorrer do tempo, o homem se tornou mais confiante e passou a ser mais “outdoor”, foi quando as comunidades começaram a se reunir também em ambientes abertos. Em cada momento da história ele encontrou locais para se reunir e fazer parte de um grupo com o qual tenha afinidades e pontos em comum. Os espaços públicos foram palcos do desenvolvimento cultural, legislativo, filosófico e científico das primeiras civilizações, como por exemplo a “heliaia, eclésia, ou ágora”, locais de encontros dos cidadãos ao ar livre na antiga Grécia. Estes locais se tornaram um marco do estabelecimento do espaço urbano, e alguns afirmam que a ágora era a expressão máxima da esfera pública na paisagem urbanística grega, pois eram espaços públicos por excelência, palco da história, onde floresceu a cultura, a política e a vida social desta civilização.

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Porém, hoje vivemos tempos de modernidade, de conexão virtual, de relacionamentos à distância. A vida nas grandes cidades parece afastar as pessoas de relacionamentos e o homem novamente retorna a lugares internos e protegidos. A marginalização nos centros urbanos e o crescimento da violência gerou um sentimento de insegurança e medo, levando o homem a se esconder em suas cavernas. Atualmente em muitas cidades do Brasil, o espaço de convivência se tornou “indoor”, uma vez que centros comerciais e clubes são os mais procurados para encontros, devido à segurança e facilidade de acesso a comodidades, como estacionamento, alimentação, entretenimento e comércio.

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Imagem do Pinterest

Mas, e se nossas cidades oferecessem ambientes públicos ao ar livre, onde o cidadão teria segurança e comodidades, como banheiros e estruturas de lazer e esporte? Em algumas cidades da Europa isso já é realidade, e em muitas cidades do Brasil projetos parecidos estão sendo implantados, para que o cidadão desfrute do bem público, utilize as praças e parques, esteja em contato com a natureza, possa compartilhar experiências e ter seu entretenimento ao ar livre. Existem muitas cidades que poderiam servir de exemplo para implantar projetos de revitalização dos espaços públicos, para que se possa retomar os espaços de convivência ao ar livre e trazer o ser humano novamente ao ambiente externo.

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Jardin du Luxembourg, Paris – França (foto tirada em 2014)

Este artigo é parte de um estudo que busca conhecer a situação atual das praças e parques públicos das nossas cidades, e se analisar se realmente são estruturas que aproximam as pessoas, se atualmente cumprem sua função de espaços de convivência, assim como encontrar exemplos de cidades que poderiam ser modelos para novos projetos de revitalização. A urbanização é inevitável, segundo Jeffrey Sachs, em alguns anos a maioria da população do planeta estará vivendo em cidades. Por isso as cidades do futuro deverão ser cidades sustentáveis, o espaço urbano precisa ser repensado para que seja adequado às necessidades dos cidadãos. Devemos buscar construir juntos a cidade que nós queremos, que une pessoas e meio ambiente, que respeita as interconexões do ser humano com a natureza, que abre caminho para a convivência e uso sustentável do espaço público.

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Hyde Park, Londres – Reino Unido (foto tirada em 2014)

Texto de: SANTOS, S.L.O. (Sílvia Santos)

Fontes:

Wikipedia.org

Imagens retiradas do Google imagens e Pinterest

https://esbocosfilosoficos.com/tag/grecia-antiga

http://pt.slideshare.net/entrecores/arte-grega-21547131 (imagem)

https://www.youtube.com/watch?v=hTI5OWiz22w – O que é uma Ágora

http://www.huma.net.br/o-morador-e-cidadao/pela-troca/

http://www.huma.net.br/dialogos-da-huma/por-cidades-mais-livres/

SACHS, Jeffrey D. The Age of Sustainable Development. New York: Columbia University Press, 2015.

Gingerbread ou biscoito de gengibre

Olá pessoas,

Quanto tempo não posto receitinha aqui, mas estou de volta com essa bem clássica e fácil para o Natal (e para o ano todo também, por que não?): biscoito de gengibre!

Essa é uma adaptação minha, pois sou alérgica, como alguns sabem, então ela fica bem leve e muito saudável!! Eu adiciono farinha de aveia por causa das fibras e mel para enriquecer a receita nutricionalmente. Você pode colocar castanhas picadas, chocolate meio amargo picado, use sua criatividade e faça a sua adaptação também! ❤

Você pode fazer esses biscoitinhos e enfeitar sua mesa ou dar de presente para seus convidados na ceia de natal, basta colocar em um saquinho com um lacinho bem bonito ou em um vidro enfeitado… Use sua criatividade e crie um presente lindo, gostoso, saudável e personalizado!

Você encontra o gengibre em pó em lojas de produtos naturais e em algumas barracas de feira livre… Não sei se o gengibre ralado fica bom, ainda não tentei, quem tentar faz um comentário aqui ok?

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Chazinho da tarde em clima de Natal!!

Gingerbread lacfree

Ingredientes:

1 xícara de amido de milho ou polvilho doce
1 xícara de farinha de arroz
1 xícara de farinha de aveia
2 colheres de chá de fermento em pó
2 colheres de chá de gengibre em pó
2 colheres de chá de canela em pó
1 pitada de sal

1 ovo
1 xícara de açúcar mascavo
2 colheres de sopa de mel
1/2 xícara de óleo de girassol (ou menos)

Modo de preparo

Junte todos os ingredientes secos em uma tigela ou bacia, reserve. Bata separado o ovo, o açúcar, o mel e o óleo (eu bato no liquidificador). Depois junte aos ingredientes secos e misture bem com uma colher. Depois trabalhe a massa com a ponta dos dedos até obter uma consistência firme (pode acrescentar mais farinha para ela ficar no ponto de soltar das mãos).
Sobre uma superfície lisa polvilhada com farinha, abra a massa até deixar bem fina (eu uso rolo de massa, mas pode usar uma garrafa para ajudar a abrir a massa) e corte na forma que desejar. (dica: pode usar cortador, fazer a mão ou usar uma tampa redonda para ajudar a fazer o formato.)
Pré-aqueça o forno em temperatura baixa ou moderada (160° C a 180º C), coloque os biscoitos em uma assadeira untada e leve para assar até dourar, os biscoitos assam bem rápido, então fique de olho. Eu aconselho a virar depois de dez minutos e depois deixar por mais dez minutos, mas isso também depende do seu forno.

Até a próxima, feliz Natal galerinha!!!

See you, merry merry christmas!

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Nosso Jack frost envia um “alôzin” pra vocês! ❤

A curiosidade no processo de aprendizado

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“Curious and curiouser, saids Alice.” (Curiosa e mais curiosa, disse Alice.)

Essa frase do livro “Alice no País das Maravilhas” ficou ressoando na minha cabeça após ouvi-la duas vezes, em diferentes situações , na mesma semana. Após ler um artigo sobre “como fazer as perguntas certas”, que resumidamente, falava sobre como consultores devem usar questões simples, mas poderosas, para descobrir soluções, eu compreendi algo:
a curiosidade é fundamental para o processo de aprendizado. Talvez, você leitor, já tenha lido ou ouvido isso em algum lugar, mas naquele momento esse ‘insight’ foi totalmente novo para mim. Essa curiosidade no aprendizado é muito importante, uma vez que o nosso sistema de ensino está focado em entregar respostas prontas, conceitos definidos que devem ser decorados, infelizmente, não formamos pensadores.

As instituições de ensino se tornaram monótonas e desinteressantes, um sistema maçante, que gera máquinas de repetir e assinalar a alternativa correta, ou seja, formam alunos que não estão preparados para buscar informações por si e construir conceitos a partir desta busca. Não é de se admirar ou surpreender que nossa produção científica e acadêmica seja tão pequena e de baixa qualidade, como li em um artigo no site da Folha, de Rogério Cezar de Cerqueira Leite, publicado em 2015 (1) e que, segundo algumas pesquisas (2), quase a metade dos universitários no Brasil sejam considerados analfabetos funcionais, ou seja, leem mas não conseguem compreender ou não interpretam corretamente. Sem falar na vergonhosa posição que o Brasil está no ranking de qualidade no ensino (a pesquisa é de 2012, mas a situação não mudou muito atualmente). (3)

Diante de tudo isso, a pergunta é: Qual é o real motivo de escrever este texto? Apenas criticar, falar mal do sistema de ensino do nosso país e bater na mesma tecla? Com certeza isso não vai ajudar, então esse não é meu objetivo aqui, pois críticas vazias não trazem efeitos positivos, não geram mudanças. Sou consciente que este texto por si também não será capaz de levantar uma revolução que mude a educação no país, mas eu creio que o despertar da consciência da necessidade de mudança e a união dos interessados possa realmente fazê-lo. Será necessário vontade política e muita paciência, como Joaquim Azevedo declarou em um artigo para o Diário de Notícias, ainda este ano(4). Então, pode-se
afirmar que o objetivo deste texto é, voltando ao início, aguçar a curiosidade, já que é por meio dela que aprendemos e encontramos soluções. Todos passaram pela infância e a fase dos “por quês”, sendo que alguns eram incansáveis e aprenderam na televisão que “porque sim, não é resposta” (só os mais velhos entenderão!). Ser curioso como as crianças, fazer perguntas simples e partir do pressuposto que ainda não sabemos tudo, são ótimas formas de manter a mente aberta para novas soluções, novas óticas sobre assuntos antigos. E sempre lembrar do antigo filósofo que tão sabiamente declarava: “Sei que nada sei” (Sócrates)… essa é a melhor forma de começar a encontrar novas respostas para antigas questões.

1- <http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/01/1570938-rogerio-cezar-de-cerqueira-leite-producao-cientifica-e-lixo-academico-no-brasil.shtml&gt;

2 – <http://g1.globo.com/distrito-federal/videos/v/pesquisador-conclui-que-mais-de-50-dos-universitarios-sao-analfabetos-funcionais/2262537/&gt;

3- <http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/brasil-e-2o-pais-com-pior-nivel-de-aprendizado-diz-estudo&gt;

4 – <http://www.dn.pt/portugal/interior/o-nosso-modelo-escolar-e-do-sec-xviii-e-nao-esta-adaptado-a-realidade-4997445.html&gt;

Aprender e ensinar: minha motivação interior

O que motiva as pessoas? O que faz alguém prosseguir mesmo em situações adversas? Os seres vivos são intrigantes, são motivados por diversas coisas, desde as mais básicas, até as mais complexas. Não vou entrar em detalhes das teorias motivacionais, nem trazer dados demográficos ou científicos, afinal estou escrevendo por hobbie neste momento. O que eu realmente quero compartilhar aqui é que todos nós de tempos em tempos devemos parar e refletir: o que tem me motivado a continuar até aqui? Quais são os meus valores? Quais são minhas prioridades? O que me moveu no passado? Por que mudei meu trajeto ou porque me mantive nesta rota? Sim, são muitas questões, e são questões profundas que devem te fazer mergulhar dentro de si mesmo. Eu acredito que ninguém motiva ninguém, acredito que podemos prover um ambiente favorável para que alguém encontre dentro de si a força motriz para levantar todo dia cheio de ânimo para enfrentar mais um dia, e fazer seu melhor do amanhecer até o deitar. Acredito que podemos ajudar a fazer brotar algo de bom dentro das pessoas, mas elas só deixarão fluir se dentro de si estiverem conscientes de suas forças e suas habilidades.

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O mundo está esperando por nós para descobrir quem nós somos…

Por que tanto conceito motivacional? Bem, tenho estudado um pouco sobre isso e quero compartilhar o que tenho descoberto sobre mim mesma, pois estou sempre me descobrindo, sempre conhecendo algo novo em mim (é quando eu olho pra dentro e digo: “hey, quem é você, estava aqui há muito tempo?”). Parei para analisar estas coisas e percebi como minha vida sempre esteve ligada à educação, aprendizado e desenvolvimento. Quando eu era criança minha brincadeira favorita era de escola, e gostava de ser a professora, eu estudava até nas férias! Eu tinha uma certeza, queria ser professora! Queria fazer magistério, mas não deu certo, eu não consegui entrar na época certa. Então mudei meu rumo, pois na adolescência minha paixão era literatura e idiomas, era uma leitora compulsiva e autodidata, ratinha de biblioteca e do tipo nerd mesmo, na época eu tinha certeza do que queria fazer: Letras! Depois pensei em Jornalismo também, e até tentei escrever um livro, na verdade era um romance, meio aos moldes de Shakespeare, mas eu não tinha técnica, nem consistência, nem tampouco conhecimento suficiente… Parei e guardei meus manuscritos, que por acaso encontrei esses dias em uma das minhas agendas antigas. (Eu tenho meu primeiro diário, guardo todas as minhas agendas desde os 7 anos, eu sei que é meio Sheldon, mas eu sou nerd mesmo…kkkk) 🙂

Com 18 anos comecei a trabalhar em uma Instituição de Ensino Infantil Municipal, foi um tempo bem difícil, onde achei que tinha morrido meu sonho de continuar a estudar, eu ganhava pouco e não podia pagar uma faculdade particular. Foi tanto estresse emocional na época que meio que criei uma aversão a crianças (pois é, eu ainda não tenho filhos…kkk), não quis fazer pedagogia de jeito nenhum! Estou sendo sincera aqui, mas é claro que durante o tempo que estive lá eu tive experiências maravilhosas também! Eu sempre fui ótima contadora de histórias, e como não tinha muito jeito nem autoridade com as crianças eu contava histórias para atrair a atenção delas. Eu posso me lembrar do dia que fui trabalhar em uma Creche diferente e me avisaram que a turma que eu ia ficar era terrível, então eu pedi uma estratégia para Deus, pois eu sabia que as histórias clássicas não iam adiantar, eu precisava de uma história nova e cativante. Quando entrei na sala eu me apresentei, perguntei o nome deles e depois disse que ia contar uma história. Apaguei a luz e a história veio fluindo, fluindo e quando eu vi eles estavam paralisados e tão atentos que nem piscavam… Ninguém entendeu o que aconteceu naquele dia… Eu contei essa história duas vezes na Creche em que eu trabalhava, na minha turma. Um dia eu pedi para eles contarem uma história, cada dia da semana um amiguinho escolhia e contava uma história, um dia um dos meus alunos começou a contar a minha história, com todos os detalhes e mais alguns que a imaginação dele criou, com todos os sons e interpretação, foi muito emocionante pra mim, naquele dia eu vi o poder da influência que exercemos sobre as pessoas, agora ele era um contador de histórias também… ❤

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Bem, no fim acabei cursando Administração, o que não era muito minha vontade, pois eu nunca curti matemática, porém quando conheci a área de Recursos Humanos, me apaixonei, e achei que tinha “achado meu lugar no Universo” (sabe aquele momento em que sente que tudo foi predestinado, foi isso que senti… 🙂 rsrsrs). Embora eu tenha feito vários cursos, tenha feito pós-graduação em outra área, embora nunca tenha trabalhado profissionalmente na minha área de formação, nunca tenha tido a chance de colocar em prática profissionalmente, mesmo assim, tenho me dedicado a buscar desenvolvimento pessoal, pois aprender me motiva e me faz continuar focada, mas também procuro “empoderar” (ou capacitar) as pessoas ao meu redor, compartilhar o que tenho aprendido, eu busco mostrar suas fortalezas, trazer à tona o que elas tem de melhor, busco ser fonte de inspiração, e quem sabe influenciar positivamente quem está perto de mim. Se tem algo que me mantém firme em meio às dificuldades é isso, saber que posso ser exemplo, que posso aprender e usar o que aprendi para melhorar a vida das pessoas. Se eu partir hoje, vou feliz, sei que inspirei e motivei pessoas, que em tudo o que fiz eu dei sempre o meu melhor, e enquanto eu viver essa força interior, esse desejo de ver pessoas crescendo, florescendo e se desenvolvendo será minha motivação. Pessoas são o tesouro mais valioso de qualquer organização, e as pessoas que tive o prazer de ajudar em algum momento da minha vida são o meu tesouro, são meu melhor investimento. ❤

Bye! Até a próxima!

Silvinha Santos

Quero estudar fora e agora?

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Olá! Hello! Salut! Hola! Hallo! Ciao!

Bem, acho que já deu pra perceber que meu blog é bem diversificado, gosto de postar e compartilhar informações úteis. Por isso hoje vou falar um pouco sobre esse tema, mas beeeemmm superficialmente, pois daria para fazer uns cem ‘posts’ apenas sobre este assunto… hehehe 🙂

Muitas pessoas tem o sonho de estudar fora, fazer um intercâmbio em outro país, aí vão até uma agência olham o preço dos pacotes e desistem por achar que nunca terão condições financeiras para isso. Por que eu sei disso? Porque quando eu tinha 15 anos eu mesma fiz isso, fui com uma amiga até uma agência de viagens me informar, na época eu só tinha o sonho e mais nada, e quando vi os valores foi um tremendo balde de água fria pra mim 😦 … Eu guardei aquele folheto em uma pasta e de vez em quando olhava pra ele, só pra me lembrar que eu nunca seria capaz de fazer aquilo. Sabe, foi muito frustrante para mim, eu enterrei meu sonho por anos…

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Hoje eu sei que seria possível, se eu soubesse naquele tempo das oportunidades que eu conheço hoje! E posso garantir que são muitas! Mas são para os corajosos e dedicados, não vá achando que você vai conseguir uma bolsa de estudos no exterior tirando notas baixas no ensino médio, você precisa ser um aluno acima da media! Você não precisa estudar nas melhores escolas, pois hoje a informação e o conhecimento estão ao alcance de todos, afinal nós temos a internet, que é sem dúvida uma poderosa ferramenta no aprendizado a distância. O que você precisa é estar disposto a investir tempo estudando e estar interessado a aprender coisas novas, em diferentes culturas! 😉

Alguns motivos para estudar fora do país: Ajuda a aumentar sua auto-confiança; Aprender sobre suas fraquezas e pontos fortes; Viver uma experiência única  e marcante; Conhecer pessoas de muitas partes do mundo e ganhar cultura e amigos ao mesmo tempo; entre outros…

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Algumas dicas para iniciar este projeto:

1 – Primeiramente, estude um idioma, mas não apenas o nível básico, busque fluência e procure fazer testes de proficiência. A maioria dos países vai pedir a proficiência no inglês e os testes mais aceitos são o TOEFL e o IELTS. Veja mais informações e a diferença entre eles nestes links:

http://www.inglesnapontadalingua.com.br/2009/03/toeic-ou-toefl.html

http://www.inglesnapontadalingua.com.br/2014/01/qual-diferenca-entre-toefl-e-ielts.html

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2 – Em segundo lugar está algo muito importante: escolha a área que quer estudar e em qual país preferiria fazer seu intercâmbio. Essa decisão é a mais importante pois vai direcionar sua busca por informações. Quando decidir o que quer fazer e pra onde quer ir você vai encontrar a universidade que tem o curso que escolheu!

3 – Terceiro passo: Com essas informações procure saber os requisitos das universidades que você quer entrar, quais são as bolsas de estudo que elas aceitam e quais os requisitos básicos para aplicar para estas bolsas.

Este projeto é antes de tudo um projeto de pesquisa, você precisa estar bem informado e decidido, ter certeza do que quer, pois só quando estiver determinado vai conseguir ir até o fim, terá persistência para não desistir do seu sonho nos primeiros “nãos” que surgirem! Eu ainda não fiz intercâmbio no exterior, mas continuo sonhando com a minha oportunidade, e acredito de coração que nunca é tarde para viver o sonho de Deus para sua vida! ❤

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Se interessou? Então dá uma olhadinha nesses sites e vá em busca do seu sonho!

Bolsas pelo Capes:

http://www.capes.gov.br/bolsas

Outras bolsas:

http://www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf/home

Bolsas de Estudos

Seis países em que é possível estudar de graça – ou quase

Intercâmbio em Cambridge:

EU FUI: relatos de um intercâmbio em Cambridge – LSI Cambridge

http://oglobo.globo.com/boa-viagem/cambridge-ou-oxford-eis-questao-dos-intercambistas-3741359

Imagens retiradas de:

Google imagens

9 Compelling Reasons Why Students Should Study Abroad

Top Ten Reasons to Study Abroad

Voltando à atividade!

Hello people! Oie galerinha!

Depois de tanto tempo finalmente me organizei e parei um pouco para escrever no Blog! Estes últimos meses foram uma loucura, mudança de 360° na minha vida e pretendo contar um pouco pra vocês agora: Eu trabalho desde meus 18 anos, ininterruptamente, e quando eu saí do meu emprego, em Outubro de 2015, devo confessar, foi bem estranho! A primeira sensação foi: ufa, férias! Ah, foi uma semana incrível, descansei, ia até a praia quando queria, acordava a hora que queria. Porém essa moleza durou pouco, pois algumas pessoas começaram a pedir que eu fizesse alimentos sem lactose, e assim acabou surgindo a “Dream 2B Fit”, com alguns poucos pedidos, apenas de amigos e familiares.

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Um momento “pé na areia” da minha fase relax… 🙂

Além disso, nessa época minha amiga descobriu que estava grávida e pouco tempo depois teve a notícia que era uma gestação de risco, o que a levou a ficar afastada de suas funções no trabalho. Ela me pediu ajuda para organizar o chá de bebe, e como eu era uma “recém-desempregada” eu aceitei de pronto, afinal teria algo para ocupar minha cabeça, não ficaria tão parada em casa, e de quebra ia poder ajudar minha amiga a não ficar ociosa naquele momento delicado. Foi quando surgiu a ideia: vamos fazer aula de artesanato! Ah, foi uma empolgação só: amo arte, amo aprender, só o fato de ter um desafio para aprender algo é extremamente estimulante para mim! Começamos a fazer aula de pintura e preparar as peças de decoração para o chá de bebê, quando eu vi estava fazendo peças para vender também, recebi encomendas e fiz até peças para decorar a mesa na ceia de Natal e por aí vai…

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Porém, em Dezembro eu lancei nas redes sociais o “Panetone sem glúten e sem lactose”, e aí foi que a Dream 2B Fit começou a crescer. Em Janeiro comecei a preparar refeições saudáveis e sucos funcionais, com foco nas restrições alimentares, mas também atendia quem apenas estava buscando uma alimentação leve, saudável e uma reeducação para perda de peso. Esse mês foi uma loucura, eu acordava cedo, trabalha muito e me alimentava mal, pois eu comprava os ingredientes, fazia as comidas e depois saía correndo de bicicleta, embaixo do sol do verão, muitas vezes sem comer nada, para fazer as entregas das refeições. O resultado: stress mental, imunidade baixa e muitas doenças. Fevereiro foi um mês em que adoeci muito, tive de tudo um pouco e tive que dar uma pausa nesse ritmo, tive que repensar o que estava fazendo e quais eram as minhas prioridades. Em Março voltei às atividades e fizemos muito chocolate sem lactose e bolo sem glúten, fiquei super emocionada com o post de uma mamãe e a foto de uma princesinha super feliz! Ah, aquele momento em que você descobre o seu IKIGAI! ❤

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Hoje eu olho pra trás e vejo que poderia ter planejado melhor, poderia ter começado certo, mas essa experiência foi muito importante para mim. Ser microempreendedor não é fácil, ainda mais quando buscamos a sustentabilidade do negócio e queremos fazer tudo com qualidade. As empresas que estão no mercado não começaram da noite pro dia, tenho certeza que passaram por fases bem mais complicadas que eu, mas tudo fica como aprendizado. Eu fiz muitos cursos culinários e aprendi coisas novas, que somaram muito para minha vida pessoal. Hoje mudei a forma de atender aos pedidos, e não volto atrás, pois foram decisões importantes para manter o meu negócio e a minha saúde. Estou com outros projetos em vista, mas como uma boa ‘jack-of-all-trades’ (maria-faz-tudo), eu consigo lidar bem com diferentes atividades em diferentes áreas, e tudo ao mesmo tempo!  🙂

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Não comparo minha experiência com a de ninguém, nem estou aqui para copiar ninguém, mas é claro que muitas pessoas foram inspiração para mim neste tempo, a Flávia do Lactose Não, a Elaine do Soar, a Tatiane do Organize e Harmonize, a culinarista Cristiane Valdez, entre outras pessoas, que com certeza foram exemplos para mim e me ajudaram muito a descobrir a minha missão e o que tudo o que eu estava passando com a descoberta da intolerância poderia trazer de benefício para outras pessoas! Sim, eu chorei muito, eu sofri preconceito (e ainda sofro) e fui excluída muitas vezes (e ainda sou), mas hoje eu só tenho a agradecer a Deus por todo este aprendizado e esta grande oportunidade de crescer como pessoa e como profissional! Que venham novos desafios, pois minha mente tem sede de aprender! ❤

Até a próxima! Bye!

Silvinha Santos

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Os números de 2015 do meu Blog

Olá galera, quanto tempo! Hello guys!

O grupo da estatística do WordPress.com preparou um relatório para o ano de 2015 do meu blog, eu curti muito e quero compartilhar com vocês.

Obrigada por terem acompanhado nossos posts, espero melhorar cada vez mais em 2016! Um ano novo de muitas alegrias e conquistas para todos! “I wish for you a happy new year and God bless you all!”

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 980 vezes em 2015. Se fosse um bonde, eram precisas 16 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

Criando uma horta em casa

Olá pessoas lindas! Hello people!

Quanto tempo não é mesmo? Bem, a minha vida mudou bastante desde o último post, em outro post eu falo um pouco sobre as novidades que estou vivendo. Neste post quero focar em algo muito importante para nossa saúde e também para a saúde do planeta: alimentar-se com produtos orgânicos! Você pode estar pensando que este papo é coisa de “ecoamigo” ou “vegano”, mas a verdade é que os produtos orgânicos fazem bem a nossa saúde. Se soubéssemos a quantidade de metais pesados e outros produtos químicos que estão presentes em nossas frutas e verduras, os quais não vão sair, nem mesmo com uma boa higienização, e podem trazer inúmeros malefícios, dentre eles o surgimento de diversos tipos de câncer. Se isso estivesse em um rótulo nas frutas e verduras que você compra semanalmente, com certeza ia pensar algumas vezes antes de consumir. É por isso que cada vez mais pessoas estão se voltando para uma alimentação mais natural, orgânica. Porém, infelizmente os orgânicos são realmente mais caros, pois eles demandam de mais cuidado e mais mão de obra, muitas vezes provém de pequenos produtores, que não conseguem baixar seus custos para baratear sua produção.

Então como poderemos ter uma alimentação de qualidade, tendo a certeza que o alimento não está contaminado? Uma das soluções mais em conta é ter uma pequena horta em sua casa! Imagina colher seus alimentos e consumi-los fresquinhos, com a certeza que são naturais e sem agrotóxicos? Eu sei, eu sei, a maioria das pessoas moram em espaços cada vez menores, afinal somos urbanos, temos uma vida corrida, cheia de afazeres e com pouco tempo e espaço. Eu também vivo em uma casa pequena, tenho uma vida super corrida, e mesmo assim continuo cultivando minhas plantas. Que delícia é chegar na primavera e ver sua mini rosa desabrochando, sua orquídea abrindo uma flor que é um espetáculo, seu tomate dando os primeiros frutos, pode tomar um suco de abacaxi com a hortelã do seu quintal… ahhh isso não tem preço gente!!

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Meu pé de tomate cereja! ❤

Então hoje eu quero dar umas ideias de como criar sua pequena horta, para você se inspirar e decidir ter uma vida mais saudável. Você pode começar com temperos (alecrim, hortelã, manjericão, pimenta, etc) e depois que pegar prática passar para pequenas hortaliças e assim vai. O importante é começar e manter o foco. Algumas plantinhas não vão resistir, outras vão durar muito pouco, mas não desista, a semeadura é algo que requer paciência para poder colher os frutos e se beneficiar deles. (Isso é em tudo na vida ok?) Eu já tentei fazer com aquelas sementinhas que vendem em saquinhos, e pra mim nunca dá certo, nunca nasce nada, acho que não tenho mão boa para usar semente…rsrssrs…. Mas você pode comprar a mudinha já crescida e ir cultivando ela. Pode usar garrafas PET, latinhas de molho de tomate, vidros de geleia ou conservas…Basta ter uma terra boa, um vasinho e começar sua aventura! Enfim, use sua criatividade! Seja do jeito que escolher, o importante é começar!

As imagens são de sites diversos e muitas foram encontradas no Google search:

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Espero que tenha gostado do post e que seja bem útil para você! As ideias são inúmeras e cada uma mais linda que a outra, escolha a que melhor combina com sua casa e seu espaço. Que tenhamos uma vida mais saudável, mais “clean”, mais natural!

Até a próxima, see you!

By Silvinha Santos

Dicas para viagem: Alimentação para quem tem restrições alimentares!

Olá galera linda!!!

Faz tempo que queria escrever sobre isso, e depois de tanto tempo finalmente consegui parar para escrever esse post! Eu descobri a intolerância à lactose em 2014, o ano que fiz a primeira viagem de avião com meu esposo.

Eram tantas coisas para planejar e pensar, foi um planejamento de um ano pra nossa viagem, mas na época ainda não sabia muito sobre as intolerâncias e alergias alimentares, ainda estava conhecendo como meu corpo respondia à tudo isso. Claro que esqueci de escolher um menu sem lactose no momento da compra do voo, só pensei nisso depois, bem depois! E como fomos para Londres, foram “apenas” 16 horas dentro do avião, e a alimentação que recebi foi normal, igual à do meu esposo. “Marinheira de primeira viagem”, ou viajante de primeiro vôo, sofremos um pouco, não somente com relação à alimentação, mas também com relação à rinite alérgica, que ficou atacada e acabou com minhas narinas (ficaram bem machucadas por dentro…)! Na época, antes de viajar eu pedi um conselho pra minha Nutricionista, que indicou enzima lactase para diminuir as reações, a qual eu usei em todas as refeições e o que realmente ajudou, porém não tirou os efeitos por completo, no voo de volta passei muito mal, e foi uma péssima experiência.

Em 2015 fizemos diferente, nas nossas férias deste ano, quando fomos comprar o vôo, já logo pedi para meu esposo: “quero um menu sem lactose, por favor!”. Hoje em dia eu já sei que além da intolerância à lactose, também tenho alergia à proteína do leite, ou seja, a enzima lactase não é suficiente, eu tenho que me abster totalmente de leite, mes-mooo! Nosso voo foi pela Alitalia, e gostei bastante do atendimento e das refeições: além de ser sem
lactose, era sem glúten também! O café da manhã e o lanche na madrugada foi um pão especial, sem glúten. Tudo bem saudável e que me trouxe bastante saciedade, além disso o gosto estava muito bom! Há quem não goste de comida de avião, e ache parecida com a de hospital, mas isso é intriga gente, a comida estava bem feita e gostosa! rsrs… 🙂

Tirei algumas fotos para compartilhar com vocês:

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Café da manhã

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Janta

O problema mesmo foi no aeroporto, foi complicado achar algum restaurante para comer que não tivesse lactose, infelizmente tive que fazer o uso da enzima, e tive um pouco de reação na ida para Roma, fiquei bem inchada e com dores abdominais, coisa horrível de acontecer quando você está em um avião, não via a hora de chegar e tomar um banho, deitar na cama… Por isso a minha dica: se for muito cedo para o aeroporto e tiver como levar sua própria refeição, faça isso, você vai economizar e garantir uma viagem tranquila. Na volta eu fiz isso, levei uma salada de macarrão para comer antes de embarcar, tive um retorno super tranquilo, já que no avião a comida era toda especial.

A vida é assim, vivendo e aprendendo, mas já que a gente foi na frente e sofreu um pouco, você pode aprender com nossos erros e fazer tudo direitinho pra curtir uma viagem tranquila! Eu sigo a Flávia, do Lactose Não, e aqui está um resuminho do que evitar quando for comer fora, achei bem interessante e estou compartilhando com vocês:

O que comer fora de casa

Achei o resumo muito útil e interessante, pois é exatamente assim que eu me comporto quando estou fora. É claro que não é fácil gente, mas assim como “o crime não compensa”, geralmente as reações alérgicas realmente não compensam um curto momento de prazer gastronômico. É necessário mudar o significado da comida, entender o porquê você come, para conseguir vencer às tentações e “gordices” deste mundão aí… rsrsrs

Espero que sejam dicas úteis e que você tenha gostado, se gostou curte e compartilha com seus amigos, informação é valiosa e pode ajudar muita gente que precisa! ❤

Até a próxima! 😉

Bye!

Fonte imagem: <http://www.lactosenao.com/dicas-sem-lactose/comer-fora-de-casa-intolerancia-lactose/&gt;