Aprender e ensinar: minha motivação interior

O que motiva as pessoas? O que faz alguém prosseguir mesmo em situações adversas? Os seres vivos são intrigantes, são motivados por diversas coisas, desde as mais básicas, até as mais complexas. Não vou entrar em detalhes das teorias motivacionais, nem trazer dados demográficos ou científicos, afinal estou escrevendo por hobbie neste momento. O que eu realmente quero compartilhar aqui é que todos nós de tempos em tempos devemos parar e refletir: o que tem me motivado a continuar até aqui? Quais são os meus valores? Quais são minhas prioridades? O que me moveu no passado? Por que mudei meu trajeto ou porque me mantive nesta rota? Sim, são muitas questões, e são questões profundas que devem te fazer mergulhar dentro de si mesmo. Eu acredito que ninguém motiva ninguém, acredito que podemos prover um ambiente favorável para que alguém encontre dentro de si a força motriz para levantar todo dia cheio de ânimo para enfrentar mais um dia, e fazer seu melhor do amanhecer até o deitar. Acredito que podemos ajudar a fazer brotar algo de bom dentro das pessoas, mas elas só deixarão fluir se dentro de si estiverem conscientes de suas forças e suas habilidades.

IMG_20160624_092328
O mundo está esperando por nós para descobrir quem nós somos…

Por que tanto conceito motivacional? Bem, tenho estudado um pouco sobre isso e quero compartilhar o que tenho descoberto sobre mim mesma, pois estou sempre me descobrindo, sempre conhecendo algo novo em mim (é quando eu olho pra dentro e digo: “hey, quem é você, estava aqui há muito tempo?”). Parei para analisar estas coisas e percebi como minha vida sempre esteve ligada à educação, aprendizado e desenvolvimento. Quando eu era criança minha brincadeira favorita era de escola, e gostava de ser a professora, eu estudava até nas férias! Eu tinha uma certeza, queria ser professora! Queria fazer magistério, mas não deu certo, eu não consegui entrar na época certa. Então mudei meu rumo, pois na adolescência minha paixão era literatura e idiomas, era uma leitora compulsiva e autodidata, ratinha de biblioteca e do tipo nerd mesmo, na época eu tinha certeza do que queria fazer: Letras! Depois pensei em Jornalismo também, e até tentei escrever um livro, na verdade era um romance, meio aos moldes de Shakespeare, mas eu não tinha técnica, nem consistência, nem tampouco conhecimento suficiente… Parei e guardei meus manuscritos, que por acaso encontrei esses dias em uma das minhas agendas antigas. (Eu tenho meu primeiro diário, guardo todas as minhas agendas desde os 7 anos, eu sei que é meio Sheldon, mas eu sou nerd mesmo…kkkk) 🙂

Com 18 anos comecei a trabalhar em uma Instituição de Ensino Infantil Municipal, foi um tempo bem difícil, onde achei que tinha morrido meu sonho de continuar a estudar, eu ganhava pouco e não podia pagar uma faculdade particular. Foi tanto estresse emocional na época que meio que criei uma aversão a crianças (pois é, eu ainda não tenho filhos…kkk), não quis fazer pedagogia de jeito nenhum! Estou sendo sincera aqui, mas é claro que durante o tempo que estive lá eu tive experiências maravilhosas também! Eu sempre fui ótima contadora de histórias, e como não tinha muito jeito nem autoridade com as crianças eu contava histórias para atrair a atenção delas. Eu posso me lembrar do dia que fui trabalhar em uma Creche diferente e me avisaram que a turma que eu ia ficar era terrível, então eu pedi uma estratégia para Deus, pois eu sabia que as histórias clássicas não iam adiantar, eu precisava de uma história nova e cativante. Quando entrei na sala eu me apresentei, perguntei o nome deles e depois disse que ia contar uma história. Apaguei a luz e a história veio fluindo, fluindo e quando eu vi eles estavam paralisados e tão atentos que nem piscavam… Ninguém entendeu o que aconteceu naquele dia… Eu contei essa história duas vezes na Creche em que eu trabalhava, na minha turma. Um dia eu pedi para eles contarem uma história, cada dia da semana um amiguinho escolhia e contava uma história, um dia um dos meus alunos começou a contar a minha história, com todos os detalhes e mais alguns que a imaginação dele criou, com todos os sons e interpretação, foi muito emocionante pra mim, naquele dia eu vi o poder da influência que exercemos sobre as pessoas, agora ele era um contador de histórias também… ❤

38ec61e6-1708-46c5-886a-7c93d05a9219-original

Bem, no fim acabei cursando Administração, o que não era muito minha vontade, pois eu nunca curti matemática, porém quando conheci a área de Recursos Humanos, me apaixonei, e achei que tinha “achado meu lugar no Universo” (sabe aquele momento em que sente que tudo foi predestinado, foi isso que senti… 🙂 rsrsrs). Embora eu tenha feito vários cursos, tenha feito pós-graduação em outra área, embora nunca tenha trabalhado profissionalmente na minha área de formação, nunca tenha tido a chance de colocar em prática profissionalmente, mesmo assim, tenho me dedicado a buscar desenvolvimento pessoal, pois aprender me motiva e me faz continuar focada, mas também procuro “empoderar” (ou capacitar) as pessoas ao meu redor, compartilhar o que tenho aprendido, eu busco mostrar suas fortalezas, trazer à tona o que elas tem de melhor, busco ser fonte de inspiração, e quem sabe influenciar positivamente quem está perto de mim. Se tem algo que me mantém firme em meio às dificuldades é isso, saber que posso ser exemplo, que posso aprender e usar o que aprendi para melhorar a vida das pessoas. Se eu partir hoje, vou feliz, sei que inspirei e motivei pessoas, que em tudo o que fiz eu dei sempre o meu melhor, e enquanto eu viver essa força interior, esse desejo de ver pessoas crescendo, florescendo e se desenvolvendo será minha motivação. Pessoas são o tesouro mais valioso de qualquer organização, e as pessoas que tive o prazer de ajudar em algum momento da minha vida são o meu tesouro, são meu melhor investimento. ❤

Bye! Até a próxima!

Silvinha Santos

Dicas sobre currículo – texto do Vagas.com

Olá galerinha!!!

Tem gente que exagera demais nos currículos… veja essa dica bem interessante e acerte pra valer no seu!

Currículo: um trailer da sua carreira em 30`
por Maria Clara Whitaker*

Muita gente acha que o currículo é onde você deve contar as experiências da sua vida. Não é verdade. O CV deve ser um trailer de 30 segundos sobre o filme da sua carreira, não um épico de 4 horas que faça o recrutador arrancar os cabelos.

Certa vez, caiu na minha mão um CV de 11 (onze) folhas. Não páginas, veja bem: folhas. Frente e verso. Perguntei se não haviam sido impressos e grampeados, sei lá, 4 CVs diferentes, por engano. Não, era isso mesmo. 11 folhas, 22 páginas.

O currículo fora composto da seguinte forma:
• Página 1: Uma dissertação sobre a visão de universo da pessoa, para “inspirar”[sic] o leitor.
• Página 2: Uma lista das principais qualificações que a pessoa tinha: determinação, liderança, trabalho em equipe, conhecimentos profundos sobre a sua área, Word/Excel/Power Point (***uaaaaaahhh)…
• Página 3: mais qualificações; citações de filósofos gregos.
• Página 4: dados pessoais, como o nome da pessoa, seu endereço completo, todos os telefones imagináveis, CPF, RG, Título de Eleitor, idade, filhos, idade dos filhos, idade da esposa. Sim, tudo isso. E na quarta página, não na primeira.

Da quinta página à décima, era todo um emaranhado de cursos que a pessoa dava na Faculdade Tal e Tal, com um descritivo aula a aula do conteúdo. Em algum momento posterior, desencadeou-se uma infindável descrição de qualquer projeto em todos os trabalhos pelos quais a pessoa havia navegado.

A esta altura do campeonato, claro, o documento havia deixado de cumprir a sua função de aproximar o candidato à vaga, e havia virado um estudo de caso. Aquilo não era um currículo, era um episódio de “Acumuladores”!

O que aprendemos neste post:

Sim, a sua vida é um barato. De verdade. Mas em um CV, eficiência é tudo. A função dele, lembre-se sempre, é instigar a curiosidade do recrutador para que ele te chame para uma entrevista, onde você poderá lhe contar todos os detalhes que fazem de você uma pessoa bacana. O CV é só uma palhinha.

Organize as informações de forma interessante e focada, contendo-as em, no máximo, duas páginas. Mais do que isso, o recrutador não vai ler, e ainda vai pensar que você não sabe priorizar, ou que você se acha a mais deliciosa bolacha do pacote. Ou ambos.

Uma boa dica que damos aos nossos clientes de Power CV é focar nas atividades que você exercia que mais teriam a ver com a vaga em questão. Exponha as informações de forma simples, poupando o recrutador do trabalhão de ter que pescar no texto o que faria de você um bom candidato à vaga, e aumenta as chances de ele te chamar para tomar um café.

Maria Clara Whitaker bota nos trilhos a carreira e a vida das pessoas. Ela é coach e dona da consultoria VITAMINA Coaching e Carreira.

http://www.vagas.com.br/profissoes/oraculo/curriculo-um-trailer-da-sua-carreira-em-30/